Samba enfeitiça o Iphan, entra na roda e é tombado como bem imaterial

No mês passado, em Santo Amaro, além da comemoração dos 100 anos de Dona Canô, mãe de Caetano e Maria Bethânia, ocorreu a inauguração da Casa do Samba. Especialistas em samba invadiram o Solar Araújo Pinho às margens do rio Subaé, a Casa do Samba, em evento promovido pelo Iphan para tratar da origem do gênero.
Em outubro o samba carioca virou “entidade de respeito”, foi tombado como bem imaterial, depois de muita boemia eis que o danado chegou lá. Pois é, tomara que isto contamine mais movimentos, alimentos e sons da cultura brasileira. Afinal o samba como outras manifestações da cultura brasileira, apesar de estar no pé, no ouvido e no gosto de muito brasileiro, como se diz por ai “ é quase uma criação de improviso”, tem lá uma longa história, cheia de altos e baixos, perseguições e variações que merecem ser melhor conhecidas. Conforme nota da Folha 10/10/07 : “ O tombamento não traz mudanças imediatas, mas é um estímulo para que a história do gênero entre em currículos escolares e seja alvo de projetos de documentação”.
Eu aqui escuto o cd da Teresa Cristina e Grupo Semente lá da Lapa carioca. Tudo de bom.
por Paula Janovitch

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