Precisamos olhar para a Colômbia!

1489843536_20MapaTeatro-LosIncontados--Photo-by-FELIPE-CAMACHO

Trecho da peça “Os Inocentados”. fonte: teatro mapa

Sabe aquela piadinha do japonês que fotografa tudo quando sai em viagem, ai volta pra casa e visita os lugares pelas imagens que tirou? Pois é, tô me sentindo assim. Fui para Medellin e Bogotá na Colômbia e só vi o que o guia de turismo deixa ver. Voltei pra casa e aqui em Sampa, encontrei outras coisas sobre a urbanização de Medellin e vida cultural de Bogotá.  As fissuras da violência contida sobre a topografia urbana das cidades. E ontem, por acaso e curiosidade , comprei ingresso no SESC Pinheiros para uma peça colombiana ma-ra-vi-lho-sa, do Mapa Teatro. Sim, eles fazem algo instigante e maravilhoso. Misturam encenação teatral, rádio, cinema, arquivos de documentos e transformam tudo isso num espetáculo instigante. Eu tive a honra de ver. Foram só três dias de apresentação, mas eles voltam, tenho certeza. O importante é o que deixaram aqui pra gente fazer. Muita coisa bacana. Se a política brasileira vai mal, detonando a cidade, nossas esperanças e a vidinha miúda, há vida nos palcos aqui ao lado. Salve Colômbia e seus “Incontados”.

Foram três palcos, um sobreposto ao outro que de forma ousada mostravam cada um uma festa celebrada na Colômbia. O primeiro cenário, numa sala familiar, parece uma fotografia que começa a se mexer com uma banda formada por crianças colombianas e uma mulher mais velha. A segunda festa, é um carnaval maluco que vai puxando serpentina e loucura para a silenciosa sala domiciliar da primeira casa. Depois vem o terceiro cenário, que acontece num jardim tropical colombiano, parece uma selva onde o narcotráfico faz uma celebração particular, com músicos e um discurso  meio ficcional de Pablo Escobar. Esse terceiro cenário  é chocante e vigoroso, faz  o plano de fundo dos outros dois e o efeito da mata verde, um cantor de hip hop semi- nú no meio do jardim tropical, é incrível.
Os três cenários se misturam e a catarse da cocaína chega na casa da pequena banda mirim, que aliás abandonou a cena nos primeiros momentos da peça, só deixando na sala uma menina colombiana que assiste a tudo até o final. Pesado né?  a criança fica vendo tudo.  Quando a banda volta é pra terminar a catarse. Bom gente, é coisa pra ver, não consigo expressar a potência do espetáculo em toda  sua grandeza. Nem máquina japonesa conseguiria registrar com precisão  o que vi e ouvi. O que posso fazer é deixar o site deles, o que já fizerem, o laboratório, a maneira de construção com o lugar. Enfim, as trilhas do Mapa da mina.

Segue aqui o link do site do Mapa Teatro:

http://www.mapateatro.org/es

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