Eu fui a Lapa e não perdi a viagem!!!!

Pois é, o Rio de Janeiro continua lindo e totalmente musical. De uns tempos para cá a história da musicalidade da cidade anda em pauta . O que é totalmente correto e de bom gosto. Caso recente deste mapeamento e reinvenção bem sucedida de um espaço perdido e decadente, é a Lapa carioca. Um bairro que até bem pouco tempo fazia alusão a história de uma boêmia de outros tempos, de malandros e prostitutas que parecia totalmente em ruínas. Fui a Lapa há uns vinte anos atrás. Lembro que entrei numa daquelas vielinhas, talvez cenário do filme Madame Satã, e tomei sangria. Tudo era decadente na região e lembrava com tristeza os outros tempos dos grandes malandros e prostitutas.
Quem vai a Lapa hoje em dia como diz Caetano Veloso, não precisa tomar remédio, porque ela se transformou em saúde pública. Tem um monte de opções para beber, dançar, conversar ou mesmo assistir a um show no Circo Voador. Ainda existem os pequenos hotéis de pernoite e os pontos de travestis da região. Mas até isto vem mudando. Os travestis começam a montar lojas e diversificar seus negócios. Assim como os bares que se abrem na Lapa, são temáticos e aludem a este passado que por muitos anos esteve adormecido sobre a fuligem de uma malandragem mal tratada.
No dia que fui a Lapa, quase na viradinha do ano, escolhi o bar Rio Cenarium e dancei um monte lá. Quando sai, vi uma fila enorme na rua. Bem diferente de outros tempos em que visitar a Lapa era andar solitário por ruas silenciosas.
Para saber mais ver reportagem da Folha de São Paulo 06/01/07

Aos cinquentinha, bossa nova ganha roteiro histórico no Rio

A outra novidade carioca na área do resgate de sua musicalidade é o mapeamento da bossa nova. Na comemoração dos seus 50 anos o historiador Carlos Roquette prepara roteiros em quatro bairros do Rio para mostrar pontos históricos da bossa de João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Morais e Nara Leão. Mas atenção aos interessados, os roteiros serão feitos nos dias 25,26,27 de janeiro. Mais informações no site www.culturario.com.br
Para saber mais, Folha de São Paulo 05/01/07